Domingos de Oliveira.
Troco meia dúzia por seis pra quem não conhece Domingos de Oliveira, o maior cineasta que já vi. Digo isso porque vi poucos, a maioria alguns pentelhos estudantes de cinema que eu adoro e/ou adorava. Mas vá lá.
Esses poucos estudantes de cinema, pentelhos por origem e condição de nascença, me levaram a conhecer centenas de filmes belos, milhares de porcarias, algumas músicas legais e um pouco de outras coisas. THC era papo tranqüilo e cerveja era questão de vida.
Então, em uma bela noite esses meus amigos me levaram a assistir uma palestra do querido Dodô. Já tinha assistido a um filme dele antes, “Edu Coração de Ouro” e tinha percebido que se quisesse fazer alguma coisa no cinema, aquilo era. Para a minha humilde pessoa, fazia sentido.
“Eu sou um artista”, era assim que ele começou, com aquela voz rouca e o estilo estou (será?) bêbado. Começou desfiando um monte de frases que, por parecerem demais verdadeiras, não me lembro de nenhuma. Só lembro dessa primeira. Das mentiras que se pode contar na vida, essa é bem bonita. O papo dele se achar artista era suficiente. Saquei que é artista quem é, não quem quer. Clichê antigo mas que ninguém nunca quebrou.
Desde então Domingos passou a ser um grande cara pra mim. A psicanálise tem um nome pra isso: transferência. O povo tem outro, algo que gira em torno de ‘baba ovo’. Guardo o que tem no meio dessas duas expressões e fico perto da maioria das opiniões do Domingos sobre o amor, vida e, principalmente, cinema: arte perversa por excelência.
Pois que eu não vou começar a enumerar quais são. Quem quiser que visite o blog dele e leia as entrevistas e etc. Tem um monte de porcaria, mas tem algo bom também. E pra mim o que é bom ali é muito bom. E veja os filmes. E depois vem trocar ideia aqui.
Afinal, tenham um pouco de trabalho pra consumir arte..
Até.
Ps.: Esse papo de ser artista ele inventou para poder acordar ao meio dia, segundo ele em alguma entrevista por aí.




Deixe uma resposta