Publicações.
É de se ter uma vergonha daquelas, sr. G., quando um amigo lhe pede notícias e você fica aí dando uma de calado, quieto pelos cantos, remoendo palavras na mente e sem coragem de tacá-las no papel digital de nossa mídia world wide web. Mais de vergonha ainda é ver a reclamação do belo companheiro, amigo desde o início da amizade mesmo, e não ter uma pintinha de consideração por ele. No “aprovar” ou “declinar” da pergunta do grande amigo fica em cima do muro, achando gozado alguém sentir falta tua. Falta que gosta quando sentem e por isso (aposto!) brinca de sumir, assim, nem tão de repente nem tão sumidouro. Sumiço lambe-lambe. Sumiço bobo de só.
Mas aí quando já dava tudo por perdido vem você, com essas ideias de madrugada, perdido na noite que só pensa pensa pensa e não para e diz “voltarei!” e fico surpreso e fico com um olhar de ‘lá se vá, mais uma estapafúrdia, dura minutos não’ e eis que insiste, persiste, resiste e cai na frente da tela, coloca música e se acha todo todo porque voltou. Ou assim pensa.
E quando tudo passa, e dias passam, e fico sem saber de notícia alguma… você, sr. G., surge com essa carta por aqui, falando nesse tom e nessa cor:
“Camarada Artu,
Soube por aí que sentiu falta de mim. Mandou avisos por correio eletrônico. Modernidade nossa de dar dó. A resposta vem por aqui. Volto e retorno com promessa: um texto, uma crônica, um blábláblá que seja, ao menos uma vez por semana, provavelmente aos sábados, porque sábado é dia bonito de se ver e de se aproveitar. Talvez aconteça na sexta, se a alma tiver bondosa com o digitar e o trocar de ideias. Mais que isso não prometo, mas garanto que daqui sairá sempre algo. Algo para você e para mais alguns dois ou três caros amigos que por aqui passam.
Abraço saudoso,
Sr. G.”
Agora, Sr. G., fico eu a esperar. Acontecerá… ou?




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